Longas
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No hospital, diz o médico:
- O senhor é o dador de sangue?
- Não, eu sou o da dor de cabeça!
Dois caranguejos encontram um chouriço.
Um deles diz:
- Vamos comê-lo!
- Vamos... Mas olha, isto era bom era se tivéssemos um pãozito para acompanhar!
- Pois era, mas onde é que vamos agora arranjar o pão?
- Tu vais procurá-lo e eu fico aqui a guardar o chouriço!
- Ah, não! Eu já te conheço! Mal eu fosse buscar o pão tu comias o chouriço sozinho!
- Não como nada! Eu só fico aqui a guardá-lo para ninguém o comer! Eu espero por ti!
- Hum... Não sei se confie em ti...
- Confia, confia! Vá, vai lá buscar o pãozito!
- Bem... Está bem... Mas que nem te passe pela cabeça comeres o chouriço sozinho!
- Não te preocupes!
O caranguejo lá vai e o outro fica a guardar o chouriço, com as tenazes no ar.
Passa-se uma hora, duas, três, uma tarde, um dia, dois dias, três dias, uma semana, duas, um mês, dois, três, um ano, dois...
Finalmente o caranguejo lá se apercebe que o amigo já não vem e decide comer o chouriço sozinho.
Mal ele baixa uma tenaz para dar o primeiro corte no chouriço, salta o outro caranguejo detrás de uma pedra a gritar:
- Eu sabia! Já não vou buscar o pão!
Um cavalo estava doente e nem sequer se põe em pé e o dono chama o veterinário.
Após um exame, o veterinário diz ao dono:
- Pois, o seu cavalo está mal, mas acho que se pode recuperar... Vou-lhe dar esta receita e venho cá daqui por dois dias. Se o cavalo não recuperar, poderemos ter que o abater.
Mal o dono e o veterinário saiem, o porco vem falar com o cavalo:
- Vá lá, pá! Coragem! Tens que te levantar! Olha que senão vão-te abater!
Dois dias depois o veterinário volta a ver o cavalo e diz:
- Pois, continua na mesma... Mas vamos fazer mais uma tentativa com uma dose mais forte do medicamento. Se não recuperar, vamos ter que o abater.
O porco vem novamente falar com o cavalo:
- Anda lá, levanta-te! Olha que vais ser abatido!
Quando o veterinário regressa, o porco vê o carro a chegar e vai imediatamente falar com o cavalo:
- Ele vem aí! Ele vem aí! Vamos, levanta-te! Força! É a tua vida que está em jogo! Vá, a pé!
O cavalo faz um esforço tremendo e lá se consegue pôr a pé, mesmo antes do veterinário e do dono entrarem.
O veterinário olha para o cavalo e diz:
- Olhe, parece que está melhor. Afinal já não vai ser preciso abatê-lo.
O homem grita para a mulher, que estava fora do celeiro:
- Mulher! O cavalo está melhor! Já não temos que o abater! Temos que comemorar! Vamos matar o porco!
Um gigantesco fogo deflagra num monte no Alentejo.
Bombeiros de várias corporações são chamados ao local, mas o fogo fica cada vez mais forte e os bombeiros não o conseguem dominar.
A situação já está fora de controlo quando alguém sugere que se chame também a corporação da aldeia vizinha, apesar de toda a gente duvidar que eles consigam fazer alguma coisa de jeito.
Por fim, lá se decide que toda a ajuda é pouca e chama-se a tal corporação.
Quinze minutos depois chega um camião velho e ferrugento a fazer barulho até mais não.
O camião segue a velocidade constante.
Dentro dele, 10 homens já com uma certa idade e com equipamento já muito antigo olham para as chamas com os olhos cerrados e ar confiante.
O camião segue sempre em direcção ao fogo, em linha recta, e acaba por entrar por ele adentro, parando já no meio das chamas.
Os homens saltam do camião e usam todos os seus recursos para apagar o fogo, pulverizando água em todos os sentidos.
Com esta preciosa ajuda, o fogo é finalmente controlado e apagado.
Impressionado com o trabalho destes bombeiros, o dono do monte respira de alívio, puxa do livro de cheques e passa um cheque de cinco mil euros aos bombeiros.
Dali a nada um repórter do jornal local pergunta ao comandante da dita corporação:
- Cinco mil euros! Já pensaram no que vão fazer ao dinheiro?
- É óbvio, não? Vamos ver se arranjamos o raio dos travões do camião!
O telefone toca e o caseiro atende. Do outro lado, o dono da fazenda pergunta:
- Olá! Estou a ligar só para saber se está tudo bem por aí. Há novidades?
- Bem...
- Então? Aconteceu alguma coisa? Desembucha!
- Sabe... é que o seu papagaio morreu....
- O meu papagaio? O que ganhou o concurso?
- Sim, esse mesmo.
- Ora bolas! E logo aquele bicho que me custou uma fortuna. E de que morreu ele?
- Não temos a certeza, mas talvez de comer carne estragada...
- Carne estragada? Mas quem é que deu carne estragada ao papagaio?
- Ninguém. Foi ele sozinho que se pôs a comer a carne de um dos cavalos que morreram...
- Cavalo? Qual cavalo?
- Um dos seu puros-sangues árabes... Morreram os dois de esgotamento por puxarem a carroça da água durante a noite...
- O quê? Mas qual carroça de água?
- Foi por causa do incêndio...
- Incêndio? Mas houve um incêndio?
- Sim, houve... É que houve uma vela que pegou fogo às cortinas...
- Velas? Então mas a quinta não tem electricidade?
- Sim, mas foi uma vela do velório...
- Mas qual velório?
- O da sua mãe... É que ela veio cá sem avisar e eu dei-lhe um tiro, a pensar que era um ladrão...
Num infantário, a educadora está a ajudar um menino a calçar as botas.
Ela faz força, faz força, e parece impossível; as botas eram muito apertadas.
Ao fim de algum tempo, e a muito custo, uma bota já entrou e a outra já está quase.
Nisto, diz o miúdo:
- As botas estão trocadas!
A educadora pára, respira fundo, vê que o rapaz tem razão e começa a tirar-lhe as botas novamente.
Mais uma dose de esforço e depois ela torna a tentar colocar-lhe as botas, desta vez nos pés certos.
Ao fim de muito tempo e muito esforço, ela lá é bem sucedida e diz:
- Bolas... estava a ver que não... custou...
- Sabe, é que estas botas não são minhas!
A educadora fecha os olhos, respira fundo e lá começa a descalçar o rapaz novamente.
Quando finalmente consegue, diz ao miúdo:
- OK! De quem é que são estas botas, então?
- São do meu irmão! A minha mãe obrigou-me a trazê-las!
A educadora fica em estado de choque, pulsação acelerada, vai respirando fundo, decide não dizer nada e começa novamente a calçar o rapaz.
Mais uma série de tempo e finalmente consegue.
No fim, diz-lhe:
- Pronto, as botas já estão! Onde é que tens as luvas?
- Pus nas botas!
Um homem entra num bar com uma avestruz atrás dele.
Ambos se aproximam do balcão e o homem diz:
- Queria um hamburguer com batatas fritas e uma coca-cola.
Diz a avestruz:
- Eu também.
O empregado serve-os e diz:
- São 8 euros e 30 cêntimos.
O homem leva a mão ao bolso e tira de lá o dinheiro certo para pagar.
Finda a refeição, o homem e a avestruz saem.
No dia seguinte regressam outra vez.
O homem diz:
- Queria um cachorro quente e uma 7up.
Diz a avestruz:
- Para mim é o mesmo.
O empregado serve-os e diz:
- São 5 euros e 60.
O homem mete a mão ao bolso e tira de lá o dinheiro certo, novamente.
O empregado pergunta-lhe:
- Desculpe, mas... Há aqui qualquer coisa de muito estranho... Uma avestruz que fala e que pede sempre o mesmo que você... Você nunca precisa de troco, tem sempre o dinheiro certo... Como é que faz isso?
- Bem... Há uns anos atrás encontrei uma lâmpada mágica. Esfreguei-a e de lá saíu um génio que me concedeu dois desejos. O meu primeiro desejo foi ter sempre a quantia certa para pagar o que quer que fosse no meu bolso.
- Ena, mas isso foi uma excelente escolha... Outra pessoa provavelmente teria pedido uma quantia certa, mas assim o senhor tem dinheiro para sempre!
- Exacto. Não importa se vou pagar um cachorro quente, um hamburguer ou um mercedes. Tenho sempre dinheiro certo.
- Sim senhor... Mas então e a avestruz?
- Bem, foi o meu segundo desejo... Pedi uma miúda com um rabo grande, pernas grandes, que me seguisse para todo o lado e que concordasse em tudo comigo.
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