Longas
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Num infantário, a educadora está a ajudar um menino a calçar as botas.
Ela faz força, faz força, e parece impossível; as botas eram muito apertadas.
Ao fim de algum tempo, e a muito custo, uma bota já entrou e a outra já está quase.
Nisto, diz o miúdo:
- As botas estão trocadas!
A educadora pára, respira fundo, vê que o rapaz tem razão e começa a tirar-lhe as botas novamente.
Mais uma dose de esforço e depois ela torna a tentar colocar-lhe as botas, desta vez nos pés certos.
Ao fim de muito tempo e muito esforço, ela lá é bem sucedida e diz:
- Bolas... estava a ver que não... custou...
- Sabe, é que estas botas não são minhas!
A educadora fecha os olhos, respira fundo e lá começa a descalçar o rapaz novamente.
Quando finalmente consegue, diz ao miúdo:
- OK! De quem é que são estas botas, então?
- São do meu irmão! A minha mãe obrigou-me a trazê-las!
A educadora fica em estado de choque, pulsação acelerada, vai respirando fundo, decide não dizer nada e começa novamente a calçar o rapaz.
Mais uma série de tempo e finalmente consegue.
No fim, diz-lhe:
- Pronto, as botas já estão! Onde é que tens as luvas?
- Pus nas botas!
Dois sujeitos vão a passear pela floresta quando encontram um buraco enorme, do qual não viam o fundo.
Um deles pega numa pedrinha e atira-a para o buraco, para ver quanto tempo demorava até a ouvirem a chegar ao fundo.
Esperaram, esperaram, e não ouviram nada.
Diz um deles:
- Precisamos de qualquer coisa mais pesada!
Pega numa pedra maior e atira.
Aguardam, mas não ouvem nada.
Diz o outro:
- Já sei!
Pega num pedregulho e atira-o para o buraco.
Aguardam... e nada.
Diz novamente o primeiro:
- Precisamos de qualquer coisa mesmo pesada! Ajuda-me a rebolar esta pedra!
- Bolas, mais parece um menir!
Rebolam a enorme pedra, aguardam... e nada.
Diz o outro:
- Irra... vai ser preciso qualquer coisa mesmo pesada...
Olham em volta e vêem uma viga dos caminhos de ferro.
- Vá, ajuda-me aqui!
Pegam na viga a custo, aproximam-se do buraco, atiram e... nada.
Nisto, ouvem um animal qualquer a fazer barulho atrás deles, olham para trás e vêem uma cabra a correr em direcção a eles.
Os homens afastam-se, a cabra passa entre eles e atira-se ao buraco.
Os homens olham atónitos para o buraco.
Nisto, chega um homem atrás deles e diz:
- Vocês não viram passar aqui uma cabra?
- Vimos! Atirou-se para o buraco!
- Ora, impossível! Ela estava atada a uma viga dos comboios!
O telefone toca e o caseiro atende. Do outro lado, o dono da fazenda pergunta:
- Olá! Estou a ligar só para saber se está tudo bem por aí. Há novidades?
- Bem...
- Então? Aconteceu alguma coisa? Desembucha!
- Sabe... é que o seu papagaio morreu....
- O meu papagaio? O que ganhou o concurso?
- Sim, esse mesmo.
- Ora bolas! E logo aquele bicho que me custou uma fortuna. E de que morreu ele?
- Não temos a certeza, mas talvez de comer carne estragada...
- Carne estragada? Mas quem é que deu carne estragada ao papagaio?
- Ninguém. Foi ele sozinho que se pôs a comer a carne de um dos cavalos que morreram...
- Cavalo? Qual cavalo?
- Um dos seu puros-sangues árabes... Morreram os dois de esgotamento por puxarem a carroça da água durante a noite...
- O quê? Mas qual carroça de água?
- Foi por causa do incêndio...
- Incêndio? Mas houve um incêndio?
- Sim, houve... É que houve uma vela que pegou fogo às cortinas...
- Velas? Então mas a quinta não tem electricidade?
- Sim, mas foi uma vela do velório...
- Mas qual velório?
- O da sua mãe... É que ela veio cá sem avisar e eu dei-lhe um tiro, a pensar que era um ladrão...
Sabem porque é que se diz que as cenouras fazem bem aos olhos?
Nunca viram um coelho com óculos, pois não?
No hospital, diz o médico:
- O senhor é o dador de sangue?
- Não, eu sou o da dor de cabeça!
Um homem vai ao médico e queixa-se:
- Ó senhor doutor... É que sempre que tomo café sinto uma picada no olho esquerdo...
O médico não percebe o que se passa e sugere que o acompanhe a um café para assistir ao acto.
Assim fazem, e no final o médico diz:
- Sabe... Já experimentou tirar a colher da chávena?
Uma mulher queixa-se a outra:
- O meu médico é um incompetente. Vê lá tu que tratou uma senhora ao fígado, e ela morreu do coração!
- Ai o meu é muito melhor! Se ele te tratar do fígado, tu morres mesmo do fígado!
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