Longas
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Um agricultor deixa três notas de quinhentos euros em cima de uma mesa e, enquanto está distraído, o porco come-lhe as notas.
A mulher sugere ao homem que dê bagaço ao porco para ele arrotar, de forma a que as notas voltem cá para fora.
Como não tem bagaço em casa, o homem leva o porco à taberna e pede dois bagaços, um para ele e um para o porco.
Dali a pouco, o homem dá um pontapé no rabo do porco e ele arrota uma nota.
Mais um pouco, mais um pontapé, mais uma nota.
Um outro agricultor aproxima-se e pergunta:
- Eu vi bem?
Sem mais, o homem dá novo pontapé ao porco, há um novo arroto e surge uma nova nota.
Diz novamente o segundo agricultor, tirando um molho de notas do bolso:
- Dou-lhe 50,000 euros por esse porco.
- Vendido!
O homem pega no dinheiro, deixa o porco com o outro e vai-se embora.
Jornal do dia seguinte: "Agricultor mata porco a pontapé."
Um sujeito pára o carro junto a um café na província, entra e repara num cartaz que dizia: "Temos sandes de tudo!"
O sujeito pergunta ao empregado:
- Olhe lá... Tem mesmo sandes de tudo?
- De tudo!
- Pois, pois... E se eu pedir algo que não têm dizem-me que está esgotado, não é?
- Olhe... Já vi que não acredita, mas isto aqui funciona assim... Você pede, e se o dono, que é o meu pai, não fizer a sua sandes como você pediu, ele dá-lhe 50 euros!
- Ui... Está a falar a sério?
- Estou! Ora peça lá!
- Ah é? Então olhe, quero uma sandes de rabo de cavalo com mostarda do Nilo e morangos da Amazónia maduros em pão de centeio barrado com manteiga de cabra!
O moço vai até à cozinha, fala com o pai e ouve-se os dois a discutir e o pai a gritar ao filho que não tinha nada que fazer aquela proposta a toda a gente que aparecia.
O dono do estabelecimento sai então da cozinha, visivelmente zangado, dirige-se à caixa, abre-a, tira uma nota de 50 euros, entrega-a ao homem e diz:
- Lamento mas não podemos satisfazer o seu pedido...
O homem pega na nota, sorri e diz, conforme a mete ao bolso:
- É tramado, não é?
- Pode crer... Em 20 anos que aqui estou, é a primeira vez que me pedem pão de centeio!
Dois caranguejos encontram um chouriço.
Um deles diz:
- Vamos comê-lo!
- Vamos... Mas olha, isto era bom era se tivéssemos um pãozito para acompanhar!
- Pois era, mas onde é que vamos agora arranjar o pão?
- Tu vais procurá-lo e eu fico aqui a guardar o chouriço!
- Ah, não! Eu já te conheço! Mal eu fosse buscar o pão tu comias o chouriço sozinho!
- Não como nada! Eu só fico aqui a guardá-lo para ninguém o comer! Eu espero por ti!
- Hum... Não sei se confie em ti...
- Confia, confia! Vá, vai lá buscar o pãozito!
- Bem... Está bem... Mas que nem te passe pela cabeça comeres o chouriço sozinho!
- Não te preocupes!
O caranguejo lá vai e o outro fica a guardar o chouriço, com as tenazes no ar.
Passa-se uma hora, duas, três, uma tarde, um dia, dois dias, três dias, uma semana, duas, um mês, dois, três, um ano, dois...
Finalmente o caranguejo lá se apercebe que o amigo já não vem e decide comer o chouriço sozinho.
Mal ele baixa uma tenaz para dar o primeiro corte no chouriço, salta o outro caranguejo detrás de uma pedra a gritar:
- Eu sabia! Já não vou buscar o pão!
Jesus reuniu os seus discípulos para subirem a montanha.
Antes de começarem a caminhada, Jesus pediu que cada um levasse consigo uma pedra.
Todos os apóstolos carregaram grandes pedras, como forma de sacrifício.
Judas, no entanto, levou apenas uma pedrinha na mão e ia atirando-a ao ar pelo caminho, brincando com ela.
Findas as quatro horas de caminhada, Jesus rodeou-se dos 12 e transformou as pedras de cada um em pão.
Todos comeram e se saciaram menos Judas, que passou fome, já que tinha apenas uma bucha de pão para comer.
No dia seguinte, Jesus chamou-os novamente para subir a montanha.
Judas, desta vez, levou um grande pedregulho com ele, ao passo que os outros, ainda com dores nas costas do dia anterior, levaram apenas pequenas pedras.
Judas esforçou-se para carregar o pedregulho. Chegou ao fim completamente suado, cheio de dores e com bolhas nas mãos e nos pés.
Jesus reuniou os 12 em seu redor, olhou para Judas, viu o tamanho do pedregulho que ele carregava e o estado em que ele se encontrava e disse:
- Ó Judas... Mas nós hoje trouxemos lanche...
Um homem entra num bar com uma avestruz atrás dele.
Ambos se aproximam do balcão e o homem diz:
- Queria um hamburguer com batatas fritas e uma coca-cola.
Diz a avestruz:
- Eu também.
O empregado serve-os e diz:
- São 8 euros e 30 cêntimos.
O homem leva a mão ao bolso e tira de lá o dinheiro certo para pagar.
Finda a refeição, o homem e a avestruz saem.
No dia seguinte regressam outra vez.
O homem diz:
- Queria um cachorro quente e uma 7up.
Diz a avestruz:
- Para mim é o mesmo.
O empregado serve-os e diz:
- São 5 euros e 60.
O homem mete a mão ao bolso e tira de lá o dinheiro certo, novamente.
O empregado pergunta-lhe:
- Desculpe, mas... Há aqui qualquer coisa de muito estranho... Uma avestruz que fala e que pede sempre o mesmo que você... Você nunca precisa de troco, tem sempre o dinheiro certo... Como é que faz isso?
- Bem... Há uns anos atrás encontrei uma lâmpada mágica. Esfreguei-a e de lá saíu um génio que me concedeu dois desejos. O meu primeiro desejo foi ter sempre a quantia certa para pagar o que quer que fosse no meu bolso.
- Ena, mas isso foi uma excelente escolha... Outra pessoa provavelmente teria pedido uma quantia certa, mas assim o senhor tem dinheiro para sempre!
- Exacto. Não importa se vou pagar um cachorro quente, um hamburguer ou um mercedes. Tenho sempre dinheiro certo.
- Sim senhor... Mas então e a avestruz?
- Bem, foi o meu segundo desejo... Pedi uma miúda com um rabo grande, pernas grandes, que me seguisse para todo o lado e que concordasse em tudo comigo.
Um gigantesco fogo deflagra num monte no Alentejo.
Bombeiros de várias corporações são chamados ao local, mas o fogo fica cada vez mais forte e os bombeiros não o conseguem dominar.
A situação já está fora de controlo quando alguém sugere que se chame também a corporação da aldeia vizinha, apesar de toda a gente duvidar que eles consigam fazer alguma coisa de jeito.
Por fim, lá se decide que toda a ajuda é pouca e chama-se a tal corporação.
Quinze minutos depois chega um camião velho e ferrugento a fazer barulho até mais não.
O camião segue a velocidade constante.
Dentro dele, 10 homens já com uma certa idade e com equipamento já muito antigo olham para as chamas com os olhos cerrados e ar confiante.
O camião segue sempre em direcção ao fogo, em linha recta, e acaba por entrar por ele adentro, parando já no meio das chamas.
Os homens saltam do camião e usam todos os seus recursos para apagar o fogo, pulverizando água em todos os sentidos.
Com esta preciosa ajuda, o fogo é finalmente controlado e apagado.
Impressionado com o trabalho destes bombeiros, o dono do monte respira de alívio, puxa do livro de cheques e passa um cheque de cinco mil euros aos bombeiros.
Dali a nada um repórter do jornal local pergunta ao comandante da dita corporação:
- Cinco mil euros! Já pensaram no que vão fazer ao dinheiro?
- É óbvio, não? Vamos ver se arranjamos o raio dos travões do camião!
Um cavalo estava doente e nem sequer se põe em pé e o dono chama o veterinário.
Após um exame, o veterinário diz ao dono:
- Pois, o seu cavalo está mal, mas acho que se pode recuperar... Vou-lhe dar esta receita e venho cá daqui por dois dias. Se o cavalo não recuperar, poderemos ter que o abater.
Mal o dono e o veterinário saiem, o porco vem falar com o cavalo:
- Vá lá, pá! Coragem! Tens que te levantar! Olha que senão vão-te abater!
Dois dias depois o veterinário volta a ver o cavalo e diz:
- Pois, continua na mesma... Mas vamos fazer mais uma tentativa com uma dose mais forte do medicamento. Se não recuperar, vamos ter que o abater.
O porco vem novamente falar com o cavalo:
- Anda lá, levanta-te! Olha que vais ser abatido!
Quando o veterinário regressa, o porco vê o carro a chegar e vai imediatamente falar com o cavalo:
- Ele vem aí! Ele vem aí! Vamos, levanta-te! Força! É a tua vida que está em jogo! Vá, a pé!
O cavalo faz um esforço tremendo e lá se consegue pôr a pé, mesmo antes do veterinário e do dono entrarem.
O veterinário olha para o cavalo e diz:
- Olhe, parece que está melhor. Afinal já não vai ser preciso abatê-lo.
O homem grita para a mulher, que estava fora do celeiro:
- Mulher! O cavalo está melhor! Já não temos que o abater! Temos que comemorar! Vamos matar o porco!
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