Um Lisboeta e um Portuense caminham na praia quando encontram uma lâmpada mágica de onde sai um génio.
- Eu sou o génio da lâmpada! Peçam um desejo cada um!
O Lisboeta apressa-se:
- Ui, um desejo? O que eu quiser?
- Sim!
- Então, olha: quero um muro à volta de Lisboa, mas um muro alto, intransponível, que não dê mesmo para nada nem ninguém passar, que é para estes tripeiros não nos poderem ir chatear à capital!
- O teu desejo é uma ordem! O muro acaba de ser erguido!
Nisto, o génio vira-se para o Portuense e diz:
- E tu, qual é o teu desejo?
- Olha lá, tu és mesmo um génio?
- Sou!
- Dos bons?
- Sim!
- Esse muro que construíste, por exemplo, é mesmo tal e qual como ele o pediu?
- É!
- Instransponível? E nada nem ninguém o pode atravessar?
- Nada nem ninguém!
- Então, olha... enche essa merda de água!
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